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A Igreja Perseguida na Jordânia

08 setembro 2011





A Igreja

Os primeiros cristãos chegaram ao país durante a época dos apóstolos, e seus descendentes resistiram até os dias de hoje, mantidos pelo zeloso clero ortodoxo.

As cidades de Husn, no norte, e Fuheis, perto do Amã, a capital, são predominantemente cristãs. As cidades de Madaba e Karak, ambas ao sul da capital, também têm populações cristãs significantes.


A perseguição

A liberdade religiosa no país piorou entre 2007-2008. O governo abriu casos judiciais contra apóstatas (pessoas que abandonaram o islamismo) e expulsou cerca de 30 obreiros cristãos estrangeiros.

Membros de grupos religiosos não-registrados e ex-muçulmanos sofrem discriminação legal e correm o risco de perder seus direitos civis. Alguns indivíduos, e até famílias inteiras, têm sido ameaçados.

Os tribunais regidos pela sharia (lei islâmica) têm autoridade de processar evangelistas e pessoas que abandonam o islamismo.

Quando um muçulmano se converte ao cristianismo, o ato não é legalmente reconhecido pelas autoridades e o indivíduo continua a ser tratado como muçulmano perante a lei. Os filhos menores de um muçulmano do sexo masculino que se converte ao cristianismo continuam sendo legalmente muçulmanos.

Como o cristianismo é uma religião reconhecida, e os não-muçulmanos podem professar e praticar a fé cristã, as igrejas devem receber reconhecimento legal do governo. Elas precisam dele para ter direito à posse de um terreno, e para ministrar os sacramentos, inclusive o matrimônio. As igrejas e outras instituições religiosas solicitam o registro junto ao primeiro-ministro.

O governo leva em conta os seguintes critérios para reconhecer as igrejas cristãs: a fé não deve contradizer a natureza da Constituição, nem a ética, os costumes, ou as tradições públicas; deve ser reconhecida pelo Conselho de Igrejas do Oriente Médio; não deve se opor à religião nacional; e o grupo deve ter alguns jordanianos como membros. O Governo não interfere no culto público da minoria cristã.

Muhammad Abbad al-Qader Abbad se converteu ao cristianismo há 15 anos. Ele foi acusado de apostasia no dia 28 de março de 2008 perante o Tribunal Islâmico de Aman. Ele e a esposa, Muna, têm dois filhos: Joy, de 11 anos, e Salam, de 9 anos. Em 23 de março, Muhammad e Muna foram atacados e agredidos por fundamentalistas muçulmanos. O filho dele também foi agredido porque tentou proteger o pai.

O pai de Muhammad informou o caso à polícia e pediu custódia das duas crianças do casal. Quando Muhammad foi até a polícia registrar uma reclamação contra os agressores, eles lhe disseram que voltasse no dia seguinte. Pela manhã, quando o cristão voltou à delegacia, foi levado ao escritório do governador para ser questionado sobre sua conversão ao cristianismo. Em seguida, foi enviado para um tribunal da sharia e acusado de apostasia. O pai de Muhammad estava no tribunal e pediu ao juiz lhe concedesse a custódia dos dois netos. Quando Muhammad falou que nunca tinha sido muçulmano porque era ateu antes de se tornar cristão, ele foi condenado à uma semana de prisão por desacato.

Ele foi levado de volta para a delegacia de polícia e de lá foi enviado para a Prisão de Jweideh, em Aman. Por causa da agressão sofrida nos dias anteriores, ele acabou desfalecendo por duas vezes, até que foi levado para um hospital, onde foi algemado à cama. Uma audiência ocorreu no dia 27 de março, mas Muhammad Abbad se recusou a negar sua fé e voltar ao islã.

Os advogados o aconselharam a negar a fé porque Muhammad perderia o caso e a custódia dos filhos no tribunal. Por isso, o casal decidiu fugir do país na sexta-feira, 28 de março. Depois de se esconder em países árabes diferentes por quase duas semanas o casal viajou a um país europeu e encontra-se em asilo.


Motivos de oração

1. A Igreja desfruta de liberdade. Ela está usando essa liberdade para compartilhar sua fé. Ore para que a abertura religiosa continue e seja intensificada pelos meios de comunicação, como os programas de rádio em ondas curtas, por exemplo.

2. A Igreja precisa manter-se sensível ao clima religioso. As oportunidades de testemunho exigem tato e discrição. Ore pela distribuição de literatura e vídeos evangelísticos realizada pelas livrarias, pois este tem sido um trabalho particularmente frutífero.

3. A Igreja sofre com os ataques dos radicais. Alguns ministérios têm sido alvos de atentados com bombas incendiárias e alguns líderes já foram ameaçados de morte. Ore para que os líderes cristãos continuem a compartilhar sua fé com ousadia e para que o governo apoie os cristãos em sua luta contra a perseguição.


LEIA MAIS SOBRE A IGREJA PERSEGUIDA NA JORDÂNIA

A Igreja Perseguida Em Israel

02 setembro 2011













A Igreja





Os cristãos – católicos ou ortodoxos em sua maioria – formam uma pequena parcela da população, mas sua participação percentual está em crescimento. O número de protestantes é inferior a 10 mil pessoas. A maior concentração de cristãos está entre os árabes palestinos.





A Perseguição





Há liberdade para que os cristãos ministrem o Evangelho dentro de suas próprias comunidades, com exceção feita aos cristãos de origem judaica. Também há liberdade para evangelizar, apesar de existir uma clara reprovação. O governo tem exercido pressão sobre a evangelização, mas até o momento não obteve êxito. Uma importante legislação "antimissionária" foi proposta no final de década de 90, porém não foi aprovada. Muitos judeus vêem os cristãos como destruidores da nação judaica, tanto por causa do Holocausto como devido ao proselitismo, mas há muitos cristãos que apóiam Israel por seu importante papel na profecia bíblica, chegando ao extremo de negar ajuda aos cristãos palestinos.





O número de judeus convertidos ao protestantismo em Israel tem crescido de forma significativa nas duas últimas décadas. Um pastor messiânico afirmou: "Hoje em dia, há cerca de 60 congregações messiânicas em Israel, onde se mantém a língua hebraica. É muito difícil, e às vezes perigoso, alcançar o povo judeu que vive em Israel. No entanto, pouco tempo atrás isso era quase impossível. Com exceção de alguns judeus messiânicos de Eilat, um balneário turístico secular onde um judeu ortodoxo jamais colocaria o pé, ninguém ousava falar abertamente a respeito de Jesus. No entanto, cada vez mais pessoas estão assumindo uma posição corajosa e falando ousadamente do Messias. E o Senhor tem transformado vidas de maneiras muito interessantes."





O pastor relembrou o encontro com Ronit, na praia de Telaviv. "Ele parecia um judeu não praticante. Eu lhe falei sobre Jesus Cristo, mas ele continuava afirmando que não acreditava em mim e que eu estava mentindo. Ele reagiu da mesma forma quando eu li Jeremias 31:31: ‘Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá’. Ele declarou que vinha de uma família ortodoxa e que sabia que minha Bíblia era falsa.





"Então eu disse que aquele texto era parte do Velho Testamento, o mesmo livro que ele lia, mas não havia meio de convencê-lo do contrário. Na língua hebraica, a palavra para aliança é a mesma para testamento e eu percebi que Ronit ficou chocado com a idéia de que Deus havia prometido um "Novo Testamento" na Bíblia judaica. Então eu lhe disse para ir para casa e ler o que estava escrito em sua versão das Escrituras. Mais tarde, ele poderia me procurar para conversarmos mais."





Ronit voltou para sua casa e leu aquele versículo em Jeremias que, obviamente, era exatamente o mesmo. Então perguntou a seu pai, um rabino, o que significava aquela nova aliança sobre a qual Jeremias profetizou. Seu pai deu de ombros e respondeu que não era nada importante, mas apenas algo que iria acontecer no fim dos tempos. Não satisfeito com a resposta do pai, Ronit retrucou que um judeu messiânico dissera que aquele versículo falava sobre Jesus. Ao ouvir isso, seu pai reagiu de forma furiosa: "Nunca mais fale com qualquer um deles!"





No dia seguinte, Ronit procurou o pastor e admitiu que o texto bíblico estava correto, mas fez a seguinte provocação: "Se Jesus é mesmo o Messias, que Ele me dê um emprego, pois estou desempregado há três meses." Assim que o pastor terminou de orar com Ronit, o celular do jovem rapaz tocou. Era o antigo patrão que o havia despedido três meses atrás, pedindo para que Ronit voltasse ao trabalho. Naquele momento, o rapaz aceitou Jesus como o Messias.





Pouco tempo depois, o pai de Ronit o expulsou de casa devido a sua conversão. E alguns cristãos o acolheram. Alguns dias mais tarde, porém, o rabino se deu conta de que havia perdido seu filho e que tudo deveria ser feito para trazê-lo de volta. Assim, o pai ofereceu-lhe um apartamento e enviou muitas pessoas para que o convencessem de que havia tomado uma decisão errada. Entre essas pessoas, havia gente da Yad Lachim, uma organização antimissionária ortodoxa. Essas pessoas também procuraram o pastor e o acusaram de ser nazista.





O pastou ainda relatou: "Veja, se você leva um judeu a Cristo, os demais acham que você está assassinando uma alma judia. Suásticas foram pintadas nas paredes de minha casa, membros de minha congregação foram perseguidos e um jornal ortodoxo publicou um artigo sobre nós repleto de mentiras. Segundo o artigo, nós atraíamos crianças com doces para ir a igreja e, então, as batizávamos. O artigo ainda alertava para que os leitores jamais entrassem em nossa congregação e fornecia nosso endereço em Telaviv.





"Mas o Senhor usou essa publicidade negativa a sua divina maneira. Uma garota de Jerusalém, nascida e criada no seio de uma família ortodoxa, leu o artigo. Há muito tempo ela estava curiosa a respeito do movimento messiânico, porém não sabia como obter mais informações. Ela tomou o ônibus para Telaviv e nos visitou. Agora, ela também é uma de nós."





O Futuro





A participação percentual da igreja em relação à população israelense cresce vagarosamente, principalmente em função dos nascimentos nos lares cristãos. As igrejas judaicas locais e independentes são a exceção, pois agregam centenas de novos convertidos ao rol de membros. Por volta de 2050, é possível que o número de cristãos em Israel corresponda a 25% da população.





Motivos de Oração





1. A igreja desfruta de liberdade para o ministério, porém precisa ser discreta ao evangelizar. Os cristãos podem prestar culto, mas quando as atividades começam a envolver as comunidades de judeus e muçulmanos, elas devem ser realizadas com tato e sem estardalhaço. Ore para que novas formas de evangelismo sejam desenvolvidas.





2. A igreja em Israel sofre forte discriminação. Os judeus que não professam nenhuma religião são mais bem-vindos em Israel do que os messiânicos. Aos cristãos de origem judaica é negada qualquer posição legal como grupo religioso e muitos não recebem vistos ou cidadania. Ore para que eles continuem a ser ousados ao compartilhar sua fé.





3. A igreja sofre com a desinformação da população. Com freqüência, os israelitas vêem os cristãos como perseguidores. Ore para que o Evangelho seja compreendido como o derradeiro cumprimento da herança judaica e para que ocorra um verdadeiro movimento em direção a Cristo no país.





4. A igreja sofre com as constantes guerras. Ataques, bombas e guerras têm sido constantes na vida da igreja. Ore pelo término dos conflitos e pela instauração da paz.





5. A igreja sofre com o preconceito. Muitos cristãos no mundo todo têm ignorado os palestinos em seu auxílio à nação de Israel, embora os muçulmanos palestinos necessitem de salvação tanto quanto os israelitas. Ore para que ocorra um crescente interesse global pelas necessidades do povo palestino e pela pregação do Evangelho entre eles.



LEIA MAIS SOBRE A IGREJA PERSEGUIDA EM ISRAEL







A Igreja Perseguida no Iêmen

26 agosto 2011











A Igreja



Enquanto o Iêmen estava sob o domínio do Império Romano, o cristianismo se estabeleceu na região, por volta do século IV.



O islamismo chegou à região no ano 630 e o país se tornou um califado. Com o avanço do islamismo, os cristãos foram expulsos.



Atualmente, há cerca de 3 mil cristãos no país, refugiados ou imigrantes na maioria. Na cidade de Aden, um porto ao sul do país existe três igrejas católicas romanas e uma anglicana.



Há pouquíssimos iemenitas convertidos. Eles ainda não estão organizados em uma igreja regular. Muitos deles chegaram ao conhecimento de Jesus Cristo por meio de transmissões radiofônicas. Eles mantêm suas identidades religiosas em sigilo, pois temem o que pode lhes acontecer se forem descobertos.



Missionários e ONGs cristãs afiliadas a grupos de ajuda operam no país, e a maioria deles restringe suas atividades às áreas médica, social e educacional.





A perseguição



A Constituição declara que o islamismo é a religião do Estado e que a sharia é a fonte de toda legislação.



O governo proíbe os não-muçulmanos de evangelizar. Sob o islamismo, na forma como é aplicado no país, a conversão de um muçulmano para outra religião é considerada apostasia, crime punível com a morte.



A perseguição é perpetrada principalmente pela família e sociedade, contra os muçulmanos que abandonam o islamismo.



Bilquis conheceu o evangelho quando ouviu uma rádio cristã. A mensagem tocou seu coração e ela desejou saber mais sobre o cristianismo. Surpreendentemente, ela descobriu que havia uma mulher cristã morando perto de sua casa e elas começaram a estudar a Bíblia juntas. Sua família, porém, suspeitou de seu interesse no cristianismo e a agrediu. Bilquis ainda se encontra com sua vizinha cristã, mas vive sob medo constante. Ela sabe que, se seus familiares descobrirem, será novamente agredida e ficará confinada dentro de sua casa.





Motivos de oração



1. Os iemenitas sofrem por não conhecerem o evangelho. O islamismo já domina o Iêmen por mais de mil anos. Ore para que o evangelho ganhe mais terreno no país.



2. São necessárias formas criativas de levar o evangelho ao Iêmen. Ore pelos cristãos que trabalham no país e têm a chance de testemunhar de forma discreta. Alguns têm obtido êxito em compartilhar as boas novas.



3. A única comunhão de alguns cristãos são os programas das rádios cristãs. Transmissões de rádio têm sido responsáveis por centenas de conversões secretas. Ore pela continuidade da eficácia das rádios e pelo desenvolvimento de métodos que promovam o relacionamento entre os cristãos que mantêm sua fé em sigilo.



4. Muitos convertidos iemenitas sentem-se completamente solitários, ainda que estejam rodeados por seus familiares muçulmanos. A descoberta poderia levar à prisão, condenação e até a morte. No entanto, sem ter ninguém com quem se relacionar, muitos convertidos correm o risco de abandonar o recém-descoberto relacionamento com Cristo.



5. Os lideres do país necessitam de um relacionamento com Jesus Cristo. Ore para que os governantes aprovem e cumpram leis que assegurem a liberdade religiosa, permitindo o livre exercício da religião e a evangelização. Peça pela conversão dos governantes.



LEIA MAIS SOBRE A IGREJA PERSEGUIDA NO IÊMEN







A Igreja Perseguida na Arábia Saudita

18 agosto 2011











A Igreja

De acordo com a tradição, o apóstolo Barnabé foi o primeiro a levar o evangelho à Arábia Saudita. Quando o islamismo chegou à região, já havia uma grande população de cristãos que auxiliou Maomé durante o seu exílio. Quando o islamismo assumiu o controle, no século VII, todos os cristãos foram expulsos. Desde então, nenhuma missão foi autorizada a entrar no país. Atualmente, a maioria dos cristãos no território saudita é constituída de estrangeiros que vivem e trabalham nas bases militares ou para as companhias de petróleo. Há um pequeno grupo de cristãos sauditas não declarados, vivendo sob constante temor de serem descobertos, presos e executados. Eles encaram os novos convertidos não com júbilo, mas com medo e suspeita. Essa atitude impede o crescimento da Igreja. Há convertidos sauditas, mas é extremamente difícil se chegar a um número exato, pois não estão organizados em igrejas, nem em grupos domésticos.



A perseguição


O governo não reconhece legalmente a liberdade religiosa e nem lhe dá proteção. A prática pública de religiões não-muçulmanas é proibida. No que diz respeito à política pública, o governo afirma garantir e proteger os direitos de cultos privados para todos, incluindo não-muçulmanos que se reúnem em casas; no entanto, esse direito não é sempre respeitado na prática e não está definido na lei.
A Arábia Saudita é uma monarquia islâmica sem proteção legal à liberdade de religião. O islamismo é a religião oficial e a lei exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos. De acordo com a sharia, a apostasia (abandono do islamismo) é considerada um crime punível com a morte se o acusado não se retratar. O governo proíbe a prática pública de religiões não-muçulmanas. O governo reconhece o direito de cristãos estrangeiros cultuarem em particular. Entretanto, na prática ele nem sempre respeita este direito. As pessoas detidas pela prática do culto não-muçulmano quase sempre são deportadas pelas autoridades, algumas vezes, depois de longos períodos de detenção. Em alguns casos, são também sentenciadas a açoites antes da deportação. Os cristãos que exercem sua fé de modo particular e discreto quase nunca são incomodados. Entretanto, há problemas quando cidadãos se queixam dos cultos realizados pelos vizinhos. Alguns alegam que informantes pagos pelas autoridades se infiltram em seus grupos cristãos particulares. Os não-muçulmanos são rigorosamente proibidos de entrar na cidade sagrada de Meca; os que ultrapassam os limites podem ser mortos. Além disso, os cristãos da Arábia Saudita vivem sob constante risco, isso devido à atuação de radicais islâmicos que podem tentar assassinar os líderes das comunidades cristãs ou infiltrar informantes entre os membros das igrejas. O governo oferece uma recompensa equivalente a um ano de salário - um prêmio tentador para muitos - a qualquer pessoa que denunciar uma reunião cristã. O governo não permite que clérigos não-muçulmanos entrem no país com o propósito de dirigir cultos, apesar de alguns o fazerem em segredo. Tais restrições tornam muito difícil para a maioria dos cristãos manter contato com clérigos e frequentar cultos. O Comitê para Promoção da Virtude e Prevenção do Vício (comumente chamado de "polícia religiosa" ou mutawwa) é uma entidade governamental e seu presidente tem condição ministerial. A mutawwa tem autoridade para deter pessoas, não mais que 24 horas, por violação dos estritos padrões de vestuário e comportamento. Entretanto, às vezes ultrapassam esse limite antes de liberarem os detidos para a polícia. O proselitismo e a distribuição de materiais não-muçulmanos, como Bíblias, são ilegais. As autoridades alfandegárias costumam abrir correspondências e carregamentos à procura de contrabando, incluindo materiais cristãos, como Bíblias e fitas de vídeo. Tais materiais estão sujeitos ao confisco, apesar das normas parecerem aplicar-se arbitrariamente. O governo restringe a liberdade de expressão e de associação, e a imprensa exerce a autocensura com relação a assuntos delicados, como a liberdade de religião. Não há organizações não governamentais independentes que monitorem a liberdade religiosa. A linguagem ofensiva e discriminatória sobre cristãos é vista nos livros-texto das escolas públicas, nos sermões das mesquitas e nos artigos e comentários na imprensa. Em agosto de 2008, Fátima al-Mutairi, a filha de 26 anos de um clérigo muçulmano, foi assassinada por seu irmão em Buraydah, Arábia Saudita, depois que contou à família sobre sua conversão. O contato de Fátima com outros cristãos era limitado a fóruns na internet e conversas telefônicas.



Motivos de oração


1. A Igreja sofre em função das relações pouco amistosas com o islamismo. Ore pelo retorno das boas relações entre os líderes islâmicos e os cristãos, o que permitiria a entrada de mais trabalhadores cristãos no país. 2. Os trabalhadores estrangeiros não podem realizar cultos. No entanto, realizam-se muitas reuniões secretas e clandestinas que o governo finge ignorar. Ore para que as reuniões realizadas por esses pequenos grupos continuem a ser toleradas e sejam uma fonte eficaz de testemunho e comunhão. 3. Os muçulmanos convertidos ao cristianismo são vítimas das piores punições. Um saudita convertido ao cristianismo é considerado um apóstata e pode ser punido com a pena de morte. O rei mantém uma polícia religiosa secreta extremamente comprometida com a manutenção da tradição islâmica. Os muçulmanos que se interessam pelo cristianismo enfrentam severas consequências, entre as quais a mais branda é o completo isolamento de familiares, amigos, colegas de trabalho e da própria sociedade. Ore e peça que Deus dê coragem aos novos convertidos, capacitando-os a enfrentar a perseguição pelo amor ao evangelho. 4. A Igreja não pode evangelizar. A literatura cristã é terminantemente proibida e visitantes não-muçulmanos não podem adentrar os limites da cidade sagrada de Meca sob pena de condenação à morte. 5. Asiáticos cristãos sofrem duras consequências por suas atividades. Cristãos filipinos, em particular, têm sido bem sucedidos em seus testemunhos. Eles chegam ao país para trabalhar em empregos humildes, como cozinheiros e empregados domésticos, e têm conseguido evangelizar seus empregadores com êxito. Ore pela segurança destes trabalhadores asiáticos e pelo sucesso de suas tentativas evangelísticas.



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A Igreja Perseguida na Eritreia

12 agosto 2011





A Igreja




Os cristãos são basicamente ortodoxos, e quase inteiramente da etnia tigrinia. As igrejas evangélicas estão crescendo, mas são limitadas em recursos para treinamento e evangelismo.
O medo que o governo tem do extremismo islâmico e dos evangélicos praticamente acabou com projetos e ajuda de ONGs internacionais, e também restringiu a entrada de obreiros cristãos.





A perseguição




Os cristãos estão sofrendo a pior perseguição de toda a história da Eritreia. A Constituição de 1997 provê liberdade religiosa, no entanto, ela ainda não foi implementada. Assim, não é permitida a distribuição de Bíblias no Exército e nas escolas. Desde setembro de 2001, foi suspensa definitivamente toda impressão de materiais religiosos (papeis e livros devocionais ou particulares etc.). Desde maio de 2002, todas as igrejas evangélicas estão fechadas por ordem do governo e precisam de autorização para funcionar. A prática de prender aqueles que se reúnem ou exercem qualquer outra atividade religiosa sem a autorização do governo já causou a prisão de mais de dois mil cristãos. Eles são mantidos em condições desumanas, presos em contêineres de metal ou em celas subterrâneas. Os evangélicos não têm personalidade jurídica e, até agora, os registros para suas igrejas não foram concedidos. Atualmente, a igreja evangélica reúne-se ilegalmente nas casas. O governo controla as escolas que eram cristãs e reluta em registrar outras. Em 2002, o governo do presidente Isaías Afworki fechou as 12 igrejas protestantes independentes da Eritreia, proibindo suas congregações de se reunirem até mesmo em casas. Desde então, pastores, soldados, mulheres, adolescentes, crianças e idosos foram presos quando surpreendidos em uma reunião, lendo a Bíblia e orando em grupos. O estado reconhece somente quatro instituições religiosas "históricas" no país, a saber: o islamismo, e as igrejas ortodoxa, católica e luterana evangélica. Dois líderes chave da Igreja do Evangelho Pleno, uma das maiores denominações pentecostais da Eritreia, foram presos às seis horas da manhã de 23 de maio de 2004, em suas casas, em Asmara. Durante as detenções, os policiais confiscaram as chaves dos gabinetes pastorais, e ameaçaram verbalmente suas esposas. Haile Naizgi, que atualmente trabalha como presidente da Igreja do Evangelho Pleno e o Dr. Kifle Gebremeskel, como presidente da Aliança Evangélica na Eritreia, estão presos em Asmara sem nenhum contato com suas famílias ou visitantes. Na mesma época, uma cantora cristã da Eritreia também foi presa em uma operação do Ministério da Defesa, apesar dela já ter cumprido seu serviço militar e nacional obrigatório. Helen Berhane era membro da Igreja Rema e havia lançado um disco que se tornara popular entre os jovens. Ela não atendeu às exigências de assinar um documento renegando sua fé em Cristo, prometendo não cantar mais, não compartilhar sua fé em Cristo e não realizar quaisquer atividades cristãs na Eritreia. Por conta disso, Helen ficou presa até o início de 2007. Ela saiu do país clandestinamente naquele ano e conseguiu asilo na Dinamarca, onde mora com sua filha. Entre 2008 e 2009, foram registradas as mortes de quatro cristãos nas prisões do país. Azib Simon, 37 anos, morreu de malária no Centro de Treinamento Militar Wi'a em agosto de 2008. Mogos Hagos Kiflom, 37, e Mehari Gebreneguse Asgedom, 42, morreram prisão militar de Mitire. Ambos, em consequência da tortura que sofreram.





Motivos de oração




1. Ore para que as restrições ao trabalho das ONGs estrangeiras sejam suspensas, e que seja mantida a harmonia entre as comunidades étnicas e religiosas. 2. Ore para que os cristãos sejam fervorosos por Jesus e causem um impacto significativo em sua nação e além dela. 3. Ore pelos líderes da Igreja, para que eles tenham sabedoria em pastorear o rebanho. Agradeça ao Senhor pelos líderes e membros fieis. 4. Ore por união entre as denominações cristãs da Eritreia e também pelo seu crescimento espiritual. 5. Ore para que o governo seja correto e justo, e que trate todas as religiões com igualdade e justiça. 6. Ore pelas finanças de cada congregação. Os líderes precisam ser pagos, templos precisam ser mantidos e eles têm uma grande responsabilidade de cuidar das famílias dos membros que estão no serviço militar.









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A igreja Perseguida no Egito

05 agosto 2011






A Igreja
O cristianismo chegou ao Egito logo no 1º século a.C.. Segundo a tradição, foi o apóstolo Marcos que fundou a Igreja de Alexandria. Muitos movimentos cristãos importantes surgiram no Egito em anos posteriores. O islamismo só chegou ao país séculos depois, e conversões em massa fizeram dele a religião principal. O cristianismo abrange em torno de 11% da população e sua participação percentual está crescendo lentamente, em função dos nascimentos em lares cristãos. A cada ano, o contingente cristão sofre baixas devido à emigração e à conversão ao islamismo. A Igreja evangélica começou há 150 anos, e é ativa na implantação de igrejas e na área da educação e da saúde.

A perseguição

Embora os cristãos tenham liberdade religiosa, estão sujeitos à discriminação por parte da sociedade e de representantes do governo.
Certo líder cristão afirmou: "A situação que vejo a meu redor frequentemente me entristece. Em minha cidade, que costumava ser inteiramente cristã, o quadro piora diariamente. A maioria da população tornou-se muçulmana e muitos cristãos saíram do país ou foram para cidades maiores. Aqueles que permaneceram vivem geralmente em estado de extrema pobreza." "Existem muitas pessoas que se autodenominam cristãs, mas dificilmente sabem alguma coisa sobre Cristo. A maioria não possui Bíblia e tampouco treinamento. É muito fácil os cristãos serem influenciados pelas doutrinas islâmicas e renunciarem à fé cristã, às vezes estimulados por ganhos materiais." "O mandamento de Deus para nós aqui, ao norte do Egito, é "fortalecer os fracos, trazer de volta os desgarrados e buscar os perdidos", ou seja, cuidar de seu rebanho. Tentamos fazer isso de diversas formas. Em primeiro lugar, por meio de nossas aulas de alfabetização. Esse é um trabalho muito eficaz que tem levado muitos a conhecerem Jesus Cristo. Em segundo lugar, iniciamos um novo sistema de cursos bíblicos por correspondência. Com a falta de pastores em muitas igrejas, também iniciamos um programa de treinamento para líderes leigos que possam assumir a responsabilidade por suas respectivas comunidades. O treinamento desses jovens da região é a chave não somente para a sobrevivência da Igreja, mas também para seu crescimento e expansão. Além disso, estamos estabelecendo grupos de estudo bíblico. Vamos de aldeia em aldeia, formamos pequenos grupos e semanalmente estudamos a Bíblia e cantamos na casa de um dos integrantes." "Pelo fato de as garotas adolescentes formarem um grupo vulnerável em nossa sociedade, temos organizado conferências regulares para elas, nas quais abordamos temas como a dinâmica do casamento cristão, doutrinas básicas da fé, e como lidar com o medo. Elas correm o risco de serem estupradas por garotos muçulmanos e, de certa forma, obrigadas a se casar com eles". Esse líder cristão ainda revela que ele e outros cristãos das áreas rurais são perseguidos e ameaçados com frequência. Opositores já mandaram cães ferozes atacá-los e locais de reunião já foram incendiados. Ele ainda relata: "Às vezes, as atividades e pressões me afetam. Outro dia, a polícia me convocou para um interrogatório e queria saber por onde eu havia andado. Ainda por cima, alguns membros de minha família tentaram me convencer a emigrar para a Austrália. Devo confessar que considerei seriamente a questão! Minha saúde está abalada, o fardo é pesado e a caminhada é difícil. Mas o Senhor gentilmente me lembrou do Salmo 126.5: "Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão". Perguntei a Deus se outra pessoa poderia chorar minhas lágrimas por algum tempo". A luta dos ex-muçulmanos Os muçulmanos que se convertem sofrem severa perseguição também. Eles podem ser marginalizados pela sociedade, presos, torturados e até mortos. Tudo isso acontece, em primeiro lugar, porque o governo não reconhece a conversão de muçulmanos para outra religião. Embora vários muçulmanos se convertam ao cristianismo a cada ano, o estigma social de deixar o islã força a maioria a esconder a decisão. A designação religiosa de "muçulmano" na identidade obriga que eles tenham uma vida dupla. São obrigados a se casar segundo a sharia (lei islâmica) e suas crianças têm de receber instrução religiosa islâmica na escola. Em agosto de 2008, um jovem egípcio que se converteu do islã ao cristianismo apresentou um requerimento judicial para que as autoridades reconhecessem sua nova religião. Mohammed Ahmed Hegazi, de 25 anos, levou a sua reivindicação ao Tribunal Administrativo do Cairo. Hegazi abraçou o cristianismo em 1999. Ele é casado e sua mulher também deixou de ser muçulmana para se tornar cristã. Mesmo assim, os dois tiveram de se casar segundo os ritos prescritos pela religião islâmica, que consta dos seus documentos de identificação. Mais tarde, os dois se casaram em uma igreja cristã. Além disso, Hegazi também gostaria que seus dois filhos fossem registrados como cristãos. O juiz Muhammad Husseini disse, em um veredicto de 29 de janeiro de 2008, que é contra a lei islâmica um muçulmano deixar o islã, e, por isso, negou o pedido de mudança de status religioso de Hegazy em seu documento de identidade. "O juiz disse que ele poderia ter a crença que quisesse no coração, mas no papel não poderia se converter", contou um dos representantes legais de Hegazy à agência de notícia Compass. A decisão do juiz Husseini foi fundamentada no Artigo II da Constituição Egípcia que faz da sharia, a base para a lei egípcia. Apesar da decisão, Hegazy ainda planeja apelar da decisão, ou, se possível, abrir um novo caso. Sua esposa, Zeinab, planeja ir à Corte pedir o seu registro como cristã. Ameaças de morte forçaram o casal, que teve uma filha em janeiro de 2008, a se esconder desde que o caso ganhou as manchetes dos jornais em agosto de 2007.

Motivos de oração
1. A Igreja beneficia-se de sua tradição. Ore para que os muçulmanos respeitem as antigas raízes da Igreja local. Ore também para que a liberdade de culto seja mantida e a liberdade de evangelização aumente.
2. Os novos convertidos enfrentam uma grande perseguição social. Ore por aqueles que deixaram a fé islâmica a fim de abraçar o cristianismo. Estes cristãos enfrentam muitas pressões e ameaças da sociedade e são frequentemente obrigados a conviver com a solidão e o perigo constante.

3. Os cristãos sofrem com os problemas econômicos do Egito. Ore para que os cristãos descubram meios de servir ao Egito e apresentem soluções aos problemas do país. Ore ainda para que os ocidentais também encontrem formas de ajudar a região.


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A igreja Perseguida na Indonésia

29 julho 2011






A Igreja

O cristianismo chegou à Indonésia com os portugueses, em 1511, nas Molucas e continua a ser uma forte religião no leste do país. Missionários holandeses vieram no século XVII, acompanhando os colonizadores.

Baseado na estimativa informal dos líderes da Igreja, há aproximadamente 35 milhões de cristãos no país, incluindo católicos. Dos cristãos, 12,6% é protestante e 7,20% é católico.

Embora hoje a Igreja enfrente sérios desafios, ela continua a crescer. Alguns acreditam que a taxa de crescimento anual dos evangélicos seja de 4%: 504 mil ao ano.

A Igreja indonésia está dividia em quase 400 denominações. Cem delas foram registradas na Aliança de Igrejas da Indonésia, a maior organização cristã no país. O governo reconhece a instituição como representante nacional dos cristãos. Contudo, muitas igrejas se mostram descontentes com ela, pois a Aliança não consegue canalizar a aspiração dos cristãos. Ela se mostra reservada quando o assunto é a religião no país.

O governo fez regras estritas para o trabalho de missionários estrangeiros no país. A exceção é para as pessoas que tenham grau de mestrado e queiram contribuir para o desenvolvimento dos indonésios. Há organizações cristãs que realizam ministérios de ajuda humanitária e ação social na Indonésia.


A perseguição

A Constituição reconhece a liberdade religiosa e o governo geralmente a respeita. Igrejas podem ser edificadas e escolas podem ter cursos cristãos no currículo. Até alguns feriados cristãos são celebrados nacionalmente. Entretanto, existe um claro favorecimento aos muçulmanos. Na posição de país com a maior população islâmica do mundo, as autoridades se veem obrigadas a atender os desejos das entidades e líderes islâmicos.

Alguns desses líderes usam de meios legais para oprimir a Igreja. Isso fez com que várias congregações fossem fechadas. Há uma lei que diz que se a comunidade se opõe a uma igreja, esta pode ser fechada.

Além disso, há os radicais muçulmanos que incitam a violência contra os cristãos, atacando-os e com violência. O governo tem lutado contra grupos extremistas, levando a julgamento aqueles que comentem atos terroristas contra as comunidades cristãs ou a população em geral.

Há uma forte pressão para que a sharia (lei islâmica) seja implementada no país. Atualmente, Aceh é a única província autorizada a usar a sharia. Mas governos fora da província promulgaram leis incorporando elementos dessa lei, o que suprimiu os direitos das mulheres e das minorias religiosas. O governo não usou sua autoridade constitucional em assuntos religiosos para rever ou derrubar essas leis regionais.

As pessoas de minorias religiosas, como os cristãos, experimentam discriminação em serviços públicos, como na emissão de certidão de nascimento, casamento e carteira de identidade. Os ex-muçulmanos são o grupo que mais sofre. Eles se tornam alvos fáceis da hostilidade de familiares, da sociedade e funcionários públicos. A sociedade, no geral, agitada pelos muçulmanos fundamentalistas, apresenta uma tolerância cada vez menor às pessoas que abandonam o islamismo por outra religião.

Mais ao leste, a cidade-ilha de Ambon e outras partes da província de Molucas são palco de recentes choques e distúrbios sectaristas. No início de 1999, o adolescente Roy Pontoh, de apenas 15 anos, foi esquartejado na frente dos membros de sua igreja, durante um retiro.

A Indonésia tem uma longa tradição de violência religiosa entre muçulmanos e cristãos. A região de Poso se transformou em um campo de batalha entre os anos de 1999 e 2001, em que os conflitos deixaram mais de mil mortos e deslocaram milhares de pessoas.

Nos últimos anos, os cristãos têm sofrido mais pressão. O islamismo avança no país.

Em 29 de outubro de 2005, esta cidade enfrentou mais uma história de martírio, mas também de perdão. Três meninas cristãs foram decapitadas, e uma quarta foi gravemente ferida, ao sair de uma escola cristã na Indonésia. Theresia Morangke, 15, Alfita Poliwo, 17, Yarni Sambue, 15, morreram imediatamente. Com uma larga cicatriz que vai do pescoço até embaixo do olho direito, Noviana Malewa, a única sobrevivente do ataque, disse que ela e suas amigas pegavam um atalho para a escola através da mata e das plantações quando encontraram no caminho cinco homens mascarados.

Enquanto Noviana fugia, sangrando, os assassinos pegaram a cabeça de suas amigas, colocaram-nas em sacos plásticos e levaram-nas às partes cristãs da pequena cidade de Poso: uma delas em uma varanda e as outras duas na rua, em frente a uma igreja.

Três homens foram julgados, sob as leis de antiterrorismo, por decapitarem as três jovens cristãs, e foram sentenciados por envolvimento em "ato de terrorismo pelo uso de força, causando perda de vidas". Um dos assassinos admitiu ter planejado o assassinato como uma "oferta" para celebrar o Idul Fitri, um festival que marca o fim do Ramadã, mês muçulmano de jejum. As decapitações também foram realizadas como forma de vingar os muçulmanos que morreram durante conflitos inter-religiosos na província de Sulawesi Central entre 1998 e 2001.

No dia 20 de novembro de 2005, a polícia indonésia organizou um encontro entre as famílias das vítimas e os três terroristas. Hasanuddin, que planejou o triplo assassinato, disse várias vezes que tinha se arrependido e expressou sua profunda tristeza, juntamente com seus dois cúmplices.

Os pais das três garotas cristãs perdoaram os assassinos de suas filhas. Em lágrimas, a mãe de uma das garotas disse que estava pronta para perdoá-los. Os militantes islâmicos e as famílias cristãs se abraçaram e apertaram as mãos em sinal de paz.


Motivos de oração

1. Ore pelas eleições. Em 2009, haverá eleições gerais na Indonésia. Ore para que o governo escolhido administre a nação de acordo com os valores de Deus.

2. A Igreja tem sofrido intensamente os efeitos dos conflitos étnicos e das tensões religiosas. Recentemente, a Indonésia tem vivido dias de intensos conflitos e choques religiosos que resultam em inúmeras mortes e significativos danos à economia. O recrudescimento da violência contra a minoria cristã, particularmente em Java e Sumatra, já resultou na morte de pelo menos dez cristãos e na destruição de dezenas de igrejas. Ore pedindo que as tensões cessem e que os cristãos possam servir à Indonésia por meio de um ministério de reconciliação.

3. O governo indonésio não é orientado pelo islamismo. Isso tem deixado os muçulmanos do país descontentes. Ore para que a Igreja seja sábia e tenha discernimento sobre como agir.

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A igreja Perseguida na Indía

22 julho 2011





A Igreja

O cristianismo está no país desde o ano 52. Segundo a tradição, o discípulo Tomé foi à Índia durante essa época e estabeleceu sete igrejas na região conhecida agora como Kerala, e outras em Madras. Ele foi martirizado e sua sepultura ainda está em São Tomé de Meliapor.

Há três correntes do cristianismo na Índia: protestante (igrejas tradicionais), independente e católica romana. Os cristãos formam 2,33% da população; mais da metade deles é católica. Os protestantes também formam um grupo grande e se dividem em anglicanos, ortodoxos, batistas, presbiterianos e luteranos. Os independentes são igrejas que não estão filiadas às tradicionais, e incluem os pentecostais. São aproximadamente 13% dos cristãos.

O nominalismo é o maior problema enfrentado pela Igreja, em grande parte devido à falta de treinamento e discipulado.

Um dos melhores métodos de evangelização são as redes de rádio cristãs, que alcançam milhares de pessoas com a Palavra de Deus. Organizações e trabalhadores locais também têm sido muito bem sucedidos. A Associação de Missões da Índia (India Missions Association) coordena cerca de 50 agências evangélicas que atuam no país.


A perseguição

A tensão entre hindus, siques, muçulmanos e cristãos é alta. Há muitos relatos de ataques a igrejas, raptos, detenção e intimidação feitos por extremistas hindus. Essas ações são particularmente dirigidas aos líderes das igrejas.

Oito Estados têm leis anticonversão, que impedem a conversão de hindus ao cristianismo. Mesmo assim, muitos dalits pobres têm se convertido.

Os dalits formam a casta mais baixa da sociedade hindu. Eles são conhecidos comumente como "intocáveis", pois sua posição os torna indignos de serem tocados por outras pessoas de castas mais altas.

Empregos e empréstimos governamentais são negados àqueles que se convertem ao cristianismo, e o monitoramento dos cristãos tem aumentado. No entanto, alguns casos recentes de perseguição tornaram-se públicos e resultaram em uma atenção maior do governo em proteger os direitos e liberdades dos cristãos.

Grande parte da perseguição é realizada por alas radicais de hindus e muçulmanos, as quais têm oprimido, atacado e até assassinado cristãos.

Em agosto de 2008, o assassinato de um líder hindu no Estado de Orissa e a falsa acusação de que cristãos teriam cometido o delito levaram a um massacre jamais visto.

Cristãos em Orissa e, mais tarde, em Estados vizinhos foram alvo de incêndio criminoso, assalto, agressão física e até assassinato. Dezoito mil ficaram feridos e 50 mil pessoas fugiram de suas casas, abrigando-se em campos de refugiados do governo.

Muitos ainda têm medo de voltar para suas vilas de origem e serem forçados a se converter ao hinduísmo.

Cerca de 60 cristãos foram mortos e muitos dos que fugiram ainda estão desaparecidos. Um total de 4.500 casas e 151 igrejas foi destruído.

O governo falhou em prender os criminosos e isso fez com que a violência atingisse as próprias autoridades. Um policial e um militar foram mortos ao tentar defender os cristãos de mais ataques.

Em alguns lugares, a situação não foi normalizada. Ainda há refugiados que não têm para onde voltar, pois suas antigas propriedades foram tomadas.

Essa não foi a primeira vez que as autoridades não reagiram prontamente à violência.

Em abril de 2007, há poucas centenas de metros da casa do primeiro-ministro de Rajasthan, um grupo de extremistas atacou Walter Massey, missionário cristão, diante de sua família e das câmeras de televisão. Antes de se dirigirem à casa do missionário, extremistas do grupo VHP telefonaram para um canal de televisão e pediram que sua ação fosse filmada.

Uma audiência indiana chocada assistiu às notícias que mostravam o pastor Walter sangrando por causa das agressões e sendo molestado pelos extremistas enquanto sua família, aterrorizada, assistia a tudo.

Inicialmente a polícia se recusou a registrar uma queixa, fazendo isso somente depois de ser pressionada pela Comunidade Cristã de Jaipur e outras organizações. A maioria dos agressores pode ser identifica por meio do vídeo, entretanto, na queixa que a polícia registrou, está declarado que o pastor Walter foi atacado por homens não-identificados.


Motivos de oração

1. A Igreja indiana possui uma longa história. Louve a Deus pelo impacto duradouro que as missões cristãs têm exercido no país. Ore para que a Igreja continue a fortalecer suas bases e sua atividade evangelística, desenvolvendo ainda mais sua capacidade de envio missionário.

2. Missionários cristãos enfrentam ameaças e perseguições constantes no norte do país. Ore pela proteção deles e peça provisão divina para as muitas viúvas de mártires cristãos.

3. A Igreja tem sido marcada com o derramamento de sangue. Ore para que o martírio de cristãos seja um forte testemunho para os indianos. Os casos de martírios são amplamente divulgados em todo o país, o que tem levado muitos à fé cristã.

4. Muitos radicais hindus opõem-se violentamente ao cristianismo. Ore para que ocorra o abrandamento da oposição hindu e para que o cristianismo ganhe a simpatia de líderes hindus influentes.

5. Ore pelas eleições gerais na Índia, que acontecerão na primeira metade de 2009. Que o governo escolhido dirija a nação segundo os valores de Deus.


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A igreja Perseguida no Chade

15 julho 2011




A Igreja

Graças aos esforços dos primeiros missionários cristãos, inúmeras denominações foram implantadas com sucesso na região sul do país. Atualmente, o sul continua sendo a base mais forte do cristianismo no Chade. A cada ano, 40 mil novos membros são acrescidos aos cerca de 1,5 milhão de cristãos chadianos, a maioria deles em virtude do crescimento das famílias cristãs.

A Perseguição

O país tem estado tomado pelo conflito interno entre os muçulmanos do norte e os cristãos e animistas do sul. Nos anos 70, sob o governo do presidente Ngarta Tombalbaye, que foi assassinado em 1975, os cristãos foram severamente perseguidos. Desde então, o país vive uma atmosfera de relativa liberdade religiosa sob um estado laico. Isto, no entanto, não inibiu certos indivíduos de transgredirem os direitos civis motivados por um exacerbado zelo religioso.

Na manhã do Natal de 1999, os cristãos de Mangalmé, nas proximidades da cidade sulina de Mongo, acordaram com uma triste notícia. Alguém ateara fogo à capela que eles utilizavam poucas horas depois de terminadas as orações de Natal.

Pegadas comprometedoras foram encontradas no local e a polícia prendeu um homem e logo depois mais outros dois. As tensões entre cristãos e muçulmanos atingiram níveis elevados, porém o conselho islâmico local negou qualquer envolvimento com o atentado e até mesmo afirmou que o autor não era muçulmano. Determinados a não perder mais tempo, os membros da igreja reconstruíram a capela, somente para vê-la destruída pelo fogo novamente. Desta vez, no entanto, o conselho islâmico local ofereceu-se para auxiliar na reconstrução do prédio e até para colocar a sua própria guarda no local. A princípio, a igreja rejeitou a oferta, pois o segundo incêndio havia desencorajado a todos. Além disso, os cristãos que trabalhavam em serviços civis consideravam a idéia de deixar Mangalmé porque o lugar havia se tornado muito perigoso. De acordo com um membro da igreja, o prefeito da cidade vizinha de Mongo investigou o segundo incêndio e descobriu o verdadeiro autor do atentado: um grupo fundamentalista islâmico que agira independentemente do conselho de Mangalmé e que era capaz de fazer coisas muito piores do que apenas queimar capelas. Após muita discussão, os cristãos decidiram permanecer na cidade e reconstruir a capela mais uma vez, confiando que Deus os manteria em segurança.

O Futuro

A expansão do Evangelho continuará enfrentando dificuldades devido ao conflito cultural entre o norte e o sul do país. Os cristãos somam 1,5 milhão de pessoas e continuam crescendo numericamente, aumentando também sua participação percentual na população do país. Por volta de 2050, o número total de cristãos poderá chegar a 3 milhões.

Motivos de Oração

1. A igreja desfruta de um momento de grande abertura religiosa. Louve a Deus pela liberdade de culto e de evangelização, e ore para que a igreja saiba usá-la com sabedoria.

2. A região norte permanece inalcançada. Ore para que a igreja alcance os muçulmanos com iniciativas evangelísticas a despeito do grande risco envolvido.

3. Como o resto do país, a igreja também tem sofrido com o alto índice de pobreza. Ore para que os cristãos do Chade e de todo o mundo sejam capazes de auxiliar o país com novas soluções para superar as dificuldades econômicas.

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A igreja Perseguida nas Maldivas

08 julho 2011




A Igreja

Acredita-se que o cristianismo seja praticado apenas por turistas e trabalhadores estrangeiros. Basicamente, os cultos são realizados por pequenos grupos que se reúnem em casas para leituras bíblicas informais.



A perseguição

Como o islamismo é a religião oficial das Maldivas, seu sistema legal baseia-se nas leis muçulmanas. Os direitos individuais são reconhecidos, mas não podem contrariar o islã. Consequentemente, a evangelização é totalmente proibida.

Até 1985, não havia cristãos conhecidos entre o povo maldívio, porém, nos últimos anos, pequenos grupos de novos convertidos têm se reunido para cultuar a Deus e estudar a Bíblia.

De acordo com a organização inglesa Christian Solidarity Worldwide, 50 cristãos maldívios foram presos devido à sua fé. As autoridades muçulmanas decidiram buscá-los e prendê-los após a transmissão de um programa de rádio cristão na língua local. Na cadeia, o grupo foi pressionado a renunciar à fé cristã e a retornar ao islamismo. Segundo informações, estes cristãos ainda foram forçados a participar de orações islâmicas e a ler o Alcorão.

A última prisioneira do grupo a ser libertada foi uma mulher de 32 anos, Aneesa Hussein. Antes de se converter, ela havia discutido e debatido a fé cristã por vários meses. A princípio, ela não via muita diferença entre o cristianismo e o islamismo, mas reconsiderou a questão quando seu marido divorciou-se dela. Aneesa orou por aquela situação e, segundo o relato de uma amiga, ao longo de algumas semanas Deus tocou o coração de seu marido para que ele não a abandonasse. Essa mesma amiga diz que Aneesa encarou a mudança como uma resposta de Deus e passou a querer saber mais sobre Jesus. Aos poucos, ela cresceu na fé e aprendeu a perdoar, e as relações com o ex-marido melhoraram.

Quando estava na prisão, um oficial ameaçou matá-la alegando que ela era infiel. Ainda assim, Aneesa relatou que sentia a presença real de Deus no cárcere e que estava consciente de que seus irmãos cristãos no mundo todo a apoiavam por meio de orações.

Informações fornecidas por adolescentes também foram responsáveis pelo início da onda de prisões nas ilhas. Um dos informantes era o próprio filho de Aneesa. Ela foi confinada em isolamento e advertida de que permaneceria na solitária até que retornasse ao islamismo. Ainda assim, ela disse ao seu marido: "Eles podem me manter na prisão por dez anos, mas jamais retornarei ao islamismo. Não há nada no islã para mim".

Os cristãos maldívios não ficaram surpresos com as prisões. Eles haviam lido sobre a perseguição na Bíblia, mas sabiam que o poder, o amor e a presença de Deus estariam com eles auxiliando-os a superar aquela situação. A fé daquele grupo provocou forte impacto sobre os demais maldívios. Pela primeira vez, viram seus compatriotas persistirem voluntariamente na fé cristã apesar dos sacrifícios, sofrimentos e hostilidades. Além da perseguição oficial, os cristãos também costumam ser marginalizados por suas famílias e muitos perdem seus empregos.

As Maldivas podem ser um paraíso turístico, mas, como a própria amiga de Aneesa diz, há padrões culturais muito sombrios debaixo da aparência idílica, e o perdão é algo raro. Além disso, as pessoas acreditam e se desesperam com o inferno, pois no islamismo há pouca esperança de se alcançar o céu. Na fé muçulmana, não há cruz, ressurreição ou salvação, e são poucos os sinais que indicam interesse ou amor de Deus pelo indivíduo.

Nesse momento, os maldívios estão começando a reconhecer que o poder de decidir qual é a suprema verdade para todos os cidadãos não deveria estar nas mãos de alguns poucos indivíduos.




Motivos de oração


1. A Igreja está perdendo convertidos ao islã. Ore pedindo vigor renovado para os cristãos, a fim de que possam descobrir novos meios de evangelizar e implantar igrejas.

2. A Igreja maldívia sofre com a falta de interesse mundial. Ore para que cristãos em todo o mundo desenvolvam uma visão pelas Maldivas, até mesmo para servir como missionários no país. Ore para que os cristãos do Sri Lanka desenvolvam ministérios evangelísticos que alcancem bons resultados nas ilhas.

3. A economia é baseada na atividade turística. Ore para que cristãos estrangeiros façam viagens de oração e de reconhecimento para as Maldivas, desenvolvendo e alimentando a visão da Igreja mundial sobre o país.




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A igreja Perseguida na Somália

24 junho 2011



A Igreja

Os primeiros missionários cristãos chegaram à Somália em 1881. Em quase um século de trabalho, eles conseguiram algumas centenas de convertidos, até que foram obrigados a se retirar do país em 1974.

Há um pequeno número de somalis convertidos ao cristianismo morando na Somália, e muitos foram assassinados nos últimos anos por radicais islâmicos que juraram acabar com todos os somalis cristãos.


A perseguição
A falta de lei no país (não há Constituição, por exemplo) abre espaço para o crescimento do extremismo religioso, que é o grande responsável pela perseguição aos cristãos somalis.

Há uma Carta de direitos do governo de transição, mas ela não possui restrições ou proteções à liberdade religiosa. Duas regiões no país - Somalilândia e Puntlândia - adotaram o islamismo como a religião oficial. Em ambas as regiões, os muçulmanos não podem abandonar o islamismo, sob pena de morte.

Extremistas têm acusado organizações cristãs de ajuda humanitária de aproveitarem o caos no país para divulgar o evangelho. Tais acusações acabam atraindo a atenção da mídia e levando a ataques públicos contra os cristãos por parte dos jornais locais. Além disso, os partidos políticos muçulmanos têm publicado relatórios que detalham os programas evangelísticos e advertem severamente o povo somali a manter distância de tais atividades.

Em 13 de abril de 2008, quatro professores cristãos, dois deles ex-muçulmanos, foram mortos por militantes islâmicos na cidade de Beledweyne. De acordo com a associação Barnabas Fund, as vítimas eram dois quenianos e dois somalis (um homem de 64 anos, Daud Assan Ali e uma mulher de 32 anos, Rehana Ahmed). Eles foram mortos a tiros enquanto dormiam, durante uma invasão a uma escola cristã.

Daud e Rehana eram ex-muçulmanos que tiveram a oportunidade de morar durante alguns anos no Reino Unido. Em 2004, Daud voltou a sua terra natal para realizar o sonho de abrir uma escola.

O projeto dele só foi completado atualmente, em março de 2008. Em um blog mantido para a escola, ele chegou a escrever que estava preocupado com a invasão noturna de extremistas ao local.

O porta-voz do grupo responsável pelo ataque disse que as mortes não foram premeditadas e que os quatro professores acabaram atingidos no fogo cruzado.

Porém, vários moradores de Beledweyne disseram que os cristãos foram atingidos porque os muçulmanos tinham medo de que eles pregassem sobre Jesus aos alunos da escola de inglês. Ai, esposa de Daud, disse em uma entrevista que o marido havia sido morto por ser ex-muçulmano.

Motivos de oração

1. O povo somali sofre com a falta de governo. Atualmente, o país é governado por líderes regionais que agem impune e violentamente. Cada líder mantém sob controle uma região específica e todos lutam entre si constantemente a fim de obter mais poder. A população encontra-se no meio do fogo cruzado. Ore pedindo o fim do caos e o estabelecimento de um governo estável.

2. Cristãos somalis vivem sob constante perseguição. Converter-se ao cristianismo é o mesmo que fazer um convite aos radicais para assassiná-lo. Todos os cristãos vivem sob severa perseguição e temem pela própria segurança e a de seus familiares. Muitos travam uma luta íntima em relação à decisão de manter sua condição em segredo ou declarar-se abertamente e compartilhar a fé. Ore pedindo sabedoria e proteção aos cristãos somalis.

3. Grupos cristãos de ajuda humanitária sofrem com os ataques dos fundamentalistas islâmicos. Grupos humanitários cristãos podem oferecer uma importante ajuda para melhorar a qualidade de vida do povo somali. No entanto, muitos deles assumem um alto risco ao atuar no país. Comboios têm sido atacados e seus equipamentos confiscados. Além disso, alguns de seus funcionários já foram ameaçados e mesmo mortos. Ore por uma melhoria nas relações entre os ministérios cristãos e aqueles que detêm o poder local.

4. As transmissões de programas evangelísticos são prejudicadas pela imagem negativa divulgada pela imprensa. Os programas cristãos de rádio e televisão, assim como a literatura, têm colhido alguns frutos. Por essa razão, os ataques da mídia somali são constantes. Ore para que os frutos se multipliquem apesar dos ataques.

5. A Igreja somali está quase extinta. Com apenas algumas centenas de cristãos somalis, é necessário que o trabalho missionário seja recomeçado da estaca zero. Isso exigirá métodos completamente inovadores para se alcançar o sucesso almejado. Ore e peça coragem e sabedoria aos líderes da Igreja.




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A igreja Perseguida na Nigéria

17 junho 2011



A Igreja

O islã chegou ao Norte da Nigéria no século XIX, a princípio pelo comércio das caravanas, mas, posteriormente, pela guerra. A cultura islâmica foi estabelecida de tal modo que pareceu ter sempre existido ali.

Quando o cristianismo chegou, no século seguinte, o islamismo já estava bem estabelecido, com governos islâmicos organizados. O cristianismo foi visto como uma grande ameaça que deveria ser combatida. Isso resultou na perseguição à Igreja.

A Igreja tem crescido em diversas denominações: anglicana, batista e grupos pentecostais. Os líderes cristãos no norte do país sofrem grande pressão econômica e política.


A perseguição

Constitucionalmente, a Nigéria é um Estado laico com liberdade religiosa. Durante quase 40 anos, o governo no norte deu tratamento preferencial a muçulmanos e discriminou os cristãos. Pouco foi feito para pôr um fim à perseguição e, como resultado, muitas igrejas foram queimadas e cristãos foram mortos.

Embora exista liberdade para evangelizar, há uma forte oposição dos muçulmanos contra aqueles cristãos que procuram praticar este ministério. A oposição islâmica já foi responsável pela morte de muitos mártires, especialmente na região norte do país. Apenas entre 1982 e 1996, ocorreram mais de 18 conflitos de grande escala entre cristãos e muçulmanos no norte da Nigéria. Tais conflitos deixaram um saldo de mais de 600 cristãos mortos e cerca de 200 igrejas incendiadas.

Os Estados não têm permissão para escolher uma religião. Entretanto, desde 1999, a lei islâmica, sharia, foi adotada em 12 Estados do norte. Alguns políticos do norte esperam que a introdução da sharia atraia uma significativa quantidade de grandes investidores de países árabes.

Apesar da garantia de que essa controvertida lei será aplicada somente aos muçulmanos, os cristãos nigerianos e os ex-muçulmanos temem discriminação sob o regime legal.

Sabe-se que as garotas cristãs dos Estados islâmicos do norte são forçadas a usar o hijab, traje muçulmano feminino, quando frequentam uma escola pública. Apesar de as escolas mantidas pelo governo serem obrigadas a ensinar tanto a educação religiosa cristã como muçulmana, as autoridades de muitas partes do norte impedem o ensino do cristianismo.

Em 2006, um tribunal no Estado de Katsina, norte da Nigéria, sentenciou o pastor Gambo Boka a três anos de prisão por supostamente sequestrar a jovem Lois Garba, uma cristã que foi obrigada por seu pai a se casar com um parente muçulmano. Lois cresceu em uma família cristã, mas seu pai, Mallam Abdumalik, vinha de uma família muçulmana, por isso, seus parentes sempre o oprimiram. Para apaziguar a família, ele deu sua filha, Lois, em casamento a um parente muçulmano.

Lois e suas irmãs não queriam que ela se casasse com um muçulmano. Mallam, entretanto, continuou com os preparativos e marcou o casamento para 20 de fevereiro de 2006. Inicialmente, Lois achou que fosse alguma brincadeira, mas à medida que o dia da cerimônia se aproximava, ela percebia como o assunto era sério, e assim, fugiu.

Furiosos com a fuga, Mallam e o "marido" de Lois acusaram o pastor Gambo Boka e sua esposa Rakiya Gambo, cunhado e irmã de Lois, de realizarem o sequestro da jovem, na companhia de outros cristãos. O policial da divisão regional, que também é muçulmano, prendeu os seis acusados na delegacia local.

Uma multidão de muçulmanos de reuniu do lado de fora do tribunal no dia do julgamento do pastor Gambo. Ele foi condenado a três anos de prisão. "Deus tem um propósito em tudo o que faz. Eu estou tranquilo", disse o pastor enquanto era escoltado para a prisão, depois do julgamento.

A Portas Abertas visitou o pastor Gambo durante sua segunda semana na prisão. Ele havia emagrecido, mas a felicidade se estampou em seu rosto quando, de longe, ele avistou o obreiro da Portas Abertas. "Estou feliz em ver você. Obrigado por tudo o que você sofreu para vir me visitar na prisão. Agora eu me sinto bem nesse lugar horrível. É bom saber que as promessas de Deus são reais", disse o pastor Gambo ao cumprimentá-lo.
O apelo foi feito à suprema corte dentro do prazo de 30 dias da prisão do pastor. No dia 10 de abril de 2006, a suprema corte anulou o julgamento da corte local de Malumfashi que tinha sentenciado o pastor. O juiz absolveu o pastor Gambo, uma vez que os outros acusadores não conseguiram apresentar provas concretas. O juiz acrescentou que uma mulher tem o direito de escolher com quem quer se casar.
Os líderes distritais da igreja e o pastor Gambo deixaram a corte com o coração alegre, louvando a Deus pela divina intervenção. A esposa do pastor, Rakiya, e seus três filhos não conseguiram conter as lágrimas de emoção quando ele chegou. A casa se encheu de canções de louvor e os que assistiam foram fortalecidos em sua fé.

Motivos de oração
1. A Igreja nigeriana tem avançado rapidamente. Ore para que o norte do país seja penetrado pelas novas iniciativas evangelísticas.

2. A Igreja ainda não conseguiu impactar significativamente os grandes grupos étnicos, como os hauçás e os fulanis. Ore para que evangelistas cristãos dediquem suas vidas a divulgar o evangelho e utilizem métodos novos e eficazes para alcançar esses grupos, que hoje correspondem a populações demograficamente importantes da África.

3. Missionários na região norte sofrem com a constante perseguição. É extremamente perigoso evangelizar no norte da Nigéria e muitos cristãos têm sido assassinados, pois a região é dominada pelo islamismo. Ore a Deus pedindo ousadia e coragem aos missionários que trabalham na região e interceda também por sua segurança pessoal.

4. A Igreja tem potencial para se tornar uma base de envio de missionários estrategicamente importante. A economia e a grande população nigeriana fazem do país um importante centro de envio de missionários para o resto do continente africano. Os cristãos nigerianos atuam como evangelistas em toda a África, particularmente ao norte do continente. Ore para que as igrejas nigerianas continuem a investir no envio de missionários para todos os países africanos.

5. A Igreja conta com algum interesse do exterior, mas não tanto quanto precisa receber. Ore para que os cristãos de todo o mundo encontrem formas novas e eficazes de cooperar com a Igreja nigeriana a fim de ver o país, o continente e todo o mundo permeado com o evangelho de Cristo.



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