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Luz que dissipa a escuridão

14 setembro 2011


Por: Flávia Pereira Caraíbas

Dentro de mim

Na mais profunda escuridão

E na mais profunda luz

A verdade se faz presente

A mais profunda escuridão

Lugar de transfiguração

Onde as máscaras não escondem

A verdade do que sou

Onde a minha maldade se mostra

Onde a vaidade me consome

E a bondade não vem de mim

Onde a hipocrisia não pode disfarçar

Mas Alguém pode me ver

Fraco, miserável e perdido

Me vê por completo

E eu não posso esconder

Na mais profunda luz

Acha-se aquilo que não vem de mim

Acha-se amor e perdão

Bondade, verdade

Paciência e compaixão

Misericórdia

Tudo o que rompe a minha escuridão

Onde Deus habita e ilumina

Onde minha natureza pecaminosa

Perde uma batalha

A cada vez que escolho andar em direção à luz

Luz que me mostra quem posso ser

Dissipa meus males

E me dá a salvação que preciso

Então prossigo

E assim, tenho vida

Renascer

01 setembro 2011



Por: Flávia Pereira Caraíbas

Se volto ao passado

Só vejo marcas de amor

Sinais que me guiaram

E me fizeram o que sou



Cada detalhe me mudou

Cada situação marcou

Cada palavra me moldou

E eu aprendi o que é amar



Ele mostrou que eu podia ser melhor

Olhou pra mim e viu o que ninguém vê

Acreditou em mim

E esse amor me fez renascer

Chorei

24 agosto 2011



(Por: Flávia Pereira Caraíbas)


Sinceramente eu não sei


O que aconteceu

Sinceramente a canção


Parou de tocar


Os tempos são maus

E amor já não há


Sinceramente eu chorei


Quando acordei


E vi o mundo assim


Sem Deus


E mais uma vez


Vi que o amor já se esfriou

Sinceramente eu chorei

Chorei pelas crianças


Que sofrem de dor


Chorei pelos pais que já nem sabem sentir


Chorei pela mãe


Que chora a perda do filho


Chorei pelo tiro que ouvi outra vez


Chorei porque Cristo chora comigo


Ao ver o que o homem realizou

Chorei porque o mal não se deu por vencido


Chorei. Já não sei onde estou


A minha esperança não pode morrer

Há uma promessa de dias melhores


Eu sei que o amor vai florescer


Plante uma semente


Ela ainda pode germinar...


Protesto

17 agosto 2011



Por: Flávia Pereira Caraíbas



Permita-me a palavra

Vou fazer um protesto

Em prol do menino que clamava

Cansado de ser objeto

Cansado da hipocrisia

Ele lutava contra todos

Clamava noite e dia

Mas quem o ouvia eram tolos

Falava sobre ódio

Sobre a falsa caridade

Se chegasse a algum sóbrio

Talvez tivesse validade

Sábias palavras soavam

Faziam apelo ao amor

Que alguns doavam

E a outros causavam terror

Essa voz se calou

Lutou contra a corrente

Até que um dia cansou

Quem dera vivesse contente

Mas não, ele ainda chora

Afinal, tudo continua

A demagogia não foi embora

Apesar disso, com fé, ele ora

Eu não sei esquecer Você

10 agosto 2011





Olá internautas que acompanham o blog O (In)dizível. Meu nome é Flávia Caraíbas e sou a mais nova colunista do blog. Estarei postando toda quinta-feira poemas sobre temas diversos. E aí vai o primeiro de muitos outros post's.

Espero que gostem!

Deus os abençoe.









Eu não sei esquecer Você

Quanto amor vem de Ti

E me permite amar também

Teus passos me inspiram.

Sua vida é um espelho sem defeitos

Cada gesto é sublime

E traz consigo o perdão

Aquele ultimo olhar me salvou

Você soube me perdoar

E eu não sei esquecer Você

Como poderia ser capaz

De tirar de mim

O que me faz viver ?

Quando longe estive

Você me amou

Quando fraco fui

Você me amou

Quando tropecei

Você, mais uma vez, me amou

E me estendeu as mãos

Você me amou

Gentilmente me amou

E eu não sei esquecer Você



Versos simples

02 março 2011


Flávia Pereira Caraíbas


Sempre guardei em mim a ideia de que a vida é uma sucessão de fases, uma sequencia de etapas e barreiras a serem vencidas, mas é fato que as barreiras sempre existirão, sim, estamos fadados a sempre superar algo. As fases se completam e nos completam, em cada fase levamos um pedaço do que vivemos, poderíamos arriscar dizer que nossa essência é sempre lapidada por elas, a cada etapa algo muda, em cada vivência adquirimos ou perdemos algo, erramos, acertamos e aprendemos. Nossa personalidade vai sendo formada e construída, tal qual uma pedra bruta se transforma em uma delineada escultura. Se arriscarmos a tentativa de demarcarmos nossas fases veríamos como são nítidas cada linha de separação. O fato é que de alguma forma construímos ativamente nossa vida e somos construídos de acordo com as circunstâncias de cada fase que passamos. Aprendemos com nossos mecanismos responder às necessidades que passamos, a incorporar fatores que necessitamos, remover outros, alterar alguns, lutar por outros, enfim, através do momento em que temos a possibilidade de escolher o que vai fazer parte de nós ou não, percebemos que o resultado final é de nossa responsabilidade, por mais que as situações que se passem sejam as piores ou as mais inusitadas o que conta é o que faremo a partir delas, o que escolheremos seguir. Seria tolice afirmar que todo resultado é somente imposição Divina, afinal, Deus nos dá situações e espera de nós as atitudes.

O que você tem feito com as circunstâncias que Deus o coloca ?
Construído sua vida ativamente buscando força, ou agindo passivamente como expectador de sua própria existência ?

Pense nisto!

Descompassado

23 fevereiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas



Vivemos nossa canção

Cantamos nossa vida
Mas a canção se transformou
A sensibilidade se perdeu
Expulsaram o amor
Calaram os sentimentos
E a canção se transformou
E seus autores também
Escolheram seus caminhos
Acompanharam a canção do desamor
E se acomodaram
Com a canção que sobrou
Mas se esse é o ritmo
Eu me recuso
Sim, me recuso a viver nesse compasso
Me recuso a seguir essa melodia
Melodia que se perdeu
E fez da vida
Uma música imperfeita
Eu me recuso

10 fevereiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas


E quando tudo que se quer
é se encontrar ...





03 fevereiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas

Solidão
É o que me faz ver o mar
navegar, velejar
É o que me faz sofrer
reviver e padecer
É ausência do que se quis
É procura sem resposta
É ser atriz
e não achar proposta
É se remoer
se debater, sem entender
É espera
Quem me dera ...

02 fevereiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas


Precisa-se de amigos
Sabe o que é ?
Perdi meus títulos

Soneto

26 janeiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas


Vida tão curta
Breve e singular
Em meio a tanta gente culta
Tem-se esquecido de amar

Que se dane a bolsa de valores
Existem pessoas que precisam de amor
Perdida em meio a seus temores
Tentam camuflar a dor

E de que adianta saber ?
Em meio a tantas fatalidades
O que importa é viver

Estranho modo de existir
Talvez soubéssemos o que fazer
Podem conjulgar o verbo sentir ?

Tive fome ...


Flávia Pereira Caraíbas


O que aconteceu com o mundo ?
Alguem pode me explicar ?
Vejo reflexo de vidas sem amor

Onde foi parar a caridade
e tudo o que aprendemos ?
até quando poderemos
viver nessa hipocrisia ?

Que amor é esse que se prega ?
Onde estão os que deveriam ajudar ?
Estão se enganando com outras idéias
impondo padrões inúteis
Julgando ao invés de amar

Não se permitem enxergar
e pensar no que importa
existem pessoas à sua porta
e você às ignora
Tente, tire a venda dos olhos.

"Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes." (Mateus 25:42-46)

Você. E isso basta!

23 janeiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas
Os versos que sonhei não eram assim
tinham mais amor, dor, e verdade
tinham mais sonhos, saudade, temor
mais frases, mais flores e amores
mais céu, mais eu, mais Você.
Os versos que e sonhei ..
tinham Você. E isso basta

E quando tudo que se quer

20 janeiro 2011

Versos Simples

E quando tudo que se quer
é se encontrar ..

E quando a alma grita, chora, definha
e ninguem ver ..
E quando o mundo fica cinza
e não há mais ninguem ..
O que fazer com o vazio que restou?

QUEM GANHOU?

Os ganhadores da promoção foram:

Ana Paula Barbosa (Sorteio aleatório)
Flávia Pereira Caraíbas (Melhor resposta)

Melhor Resposta

Versos simples são tão belos
soltos, leves, e as vezes, tristes triste,
quando não se há onde registrar
tristes quando apenas habitam
em uma página na rede
E tudo muda
eles se alegram quando encontram moradia
limpas folhas de papel pautado
ligadas por um belo caracol
limitados por uma linda capa

Aos demais participantes, eu oferencendo um desconto 50% caso tenham interesse em confeccionar um Caderno personalizado conosco. Agradeço a participatação de todos!

O mendigo

19 janeiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas

Andando pela rua
Tanta sujeira. Tristeza!
Muito perto de mim
E eu ? sigo minha estrada
aquela face cansada
triste e desesperada
Aqueles pés descalços
As roupas sujas
O cabelo despenteado
Sentado na calçada
Me olhava como quem
implorava
Aqueles olhos pareciam
me pedir socorro
E o que eu fiz ?
Fechei os ouvidos
E o que eu faço todo dia ?
Me pergunto o porque
E consigo achar o culpado
Basta olhar no espelho
Cada célula da humanidade
Deu a sua contribuição
E agora, quem vai dá a solução ?

Metade

11 janeiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas
s

Frágil raça humana
Triste dualismo
Metades que se encontram
Ao tempo que se opõem
A metade que é carne
A metade que é o espírito
A metade que teima e cai
A metade que é o Deus que habita em nós
A metade que tem ódios
A outra transborda amores
A metade que não se contém
A outra que tenta conter
Metades que travam guerra
Lutam entre si
O homem tenta escolher
Se a primeira ganha
Sinal de derrota
A cada vitória da outra
Um passo ao céu

Feita de barro

04 janeiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas


Feita de barro, com todas limitações
Tanta fraqueza, tanta tristeza
E mais frieza


Feita de barro
Palco de desânimo e fragilidade
Insensata forma de ser o que não se é
Independente que depende tanto


Feita de barro
Perdida na própria mente
Desligada da essencia do crer
Cansada de esperar o que não busca


Feita de barro
Insegura menina determinada
O dualismo que marca
A inconstância que permanece


Feita de barro
A meiguice e a razão
E mais uma vez, dualismo
A resposta pertinente
O que é o barro sem a essencia ?
É apenas barro
Criatura sem alma
Alma sem Criador

Retrato de uma Futura Vida

02 janeiro 2011


Flávia Pereira Caraíbas
Nesse outono, as marcas já estão
As flores no chão me dizem tanta coisa
E na janela viajo além
Eu vou para um mundo tão irreal

As pessoas se amam, se perdoam e se importam
Elas choram pelas outras
Fazem tudo o que podem
Doam a outra face
Alimentam quem precisa
Não há egoísmo
Retrato de uma futura vida
E quem dera fosse assim no mundo de hoje
Tudo seria diferente
Tantos problemas não haveria
Se as pessoas soubessem amar
Se deixassem Deus falar
Tudo seria sobrenatural
Retrato de uma futura vida.

Leve

30 dezembro 2010



Flávia Pereira Caraíbas

A primavera tem flores, lindas flores
quando Você está aqui
Meu coração tem amores, valores, e sonha
Tudo transpira e transborda amor
tudo clareia e guia.
SIM. Meu guia
E o que mais seria de mim sem Você ?
Que caminho seguir ?
Me guia, meu Guia
Me torne leve e me leve,
Me leve às pessoas mais simples
me leve aos caminhos mais desertos
onde habitam pessoas mais sedentas
Me torne leve e me leve a
fazer o Teu querer.

 
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